
A dor de cabeça é um dos sintomas mais comuns na população, mas nem toda cefaleia é igual. Existem mais de 150 tipos diferentes, cada um com características e tratamentos específicos. Um diagnóstico correto é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica.

A cefaleia é um sintoma, e não uma doença única. Ela pode ter diferentes causas e manifestações, variando quanto à intensidade, localização, duração e fatores desencadeantes.
Embora a maioria das dores de cabeça seja causada por cefaleias primárias, como enxaqueca e cefaleia do tipo tensional, algumas podem estar relacionadas a doenças da coluna cervical, alterações neurológicas ou outras condições que exigem investigação médica.
Sim.
A Classificação Internacional das Cefaleias (ICHD-3) descreve mais de 150 tipos de cefaleia. Felizmente, a grande maioria dos pacientes apresenta um número reduzido de diagnósticos mais comuns.
Entre eles destacam-se:
A enxaqueca é uma doença neurológica caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça, geralmente pulsátil, frequentemente acompanhada por náuseas, sensibilidade à luz, aos sons e, em alguns casos, aura.
O tratamento pode envolver mudanças no estilo de vida, medicamentos para controle das crises, terapias preventivas e, em pacientes selecionados, procedimentos intervencionistas.
É o tipo mais frequente de dor de cabeça.
Normalmente provoca uma dor em pressão ou aperto, geralmente bilateral, de intensidade leve a moderada, podendo estar associada à tensão muscular da região cervical e dos ombros.
O tratamento depende da frequência das crises, dos fatores desencadeantes e das alterações musculoesqueléticas associadas.
A cefaleia cervicogênica tem origem em estruturas da coluna cervical, como articulações, músculos, discos ou nervos.
É comum que a dor comece na região do pescoço e se irradie para a cabeça, podendo piorar com determinados movimentos cervicais.
Uma avaliação detalhada permite diferenciar esse quadro de outras causas de dor de cabeça e identificar quando tratamentos específicos podem ser indicados.
O diagnóstico baseia-se principalmente na história clínica e no exame físico.
Dependendo das características da dor, exames complementares podem ser necessários para excluir causas secundárias e orientar o tratamento.
Como existem diferentes tipos de cefaleia, estabelecer o diagnóstico correto é um dos passos mais importantes para o sucesso do tratamento.
O tratamento depende do tipo de cefaleia e da frequência das crises.
Pode incluir:
Uma avaliação especializada é recomendada quando:
Não. Existem mais de 150 tipos de cefaleia, e o tratamento depende do diagnóstico correto.
Sim. Em alguns pacientes, alterações da coluna cervical podem provocar cefaleia cervicogênica.
Não. A necessidade de exames depende da avaliação médica e das características da dor.
Em pacientes cuidadosamente selecionados, bloqueios de nervos periféricos e outros procedimentos podem fazer parte do tratamento.


A dor é sempre única. Assim como não existem dois pacientes iguais, não existe um único tratamento para todos. Cada caso merece uma avaliação cuidadosa, um diagnóstico preciso e um plano terapêutico individualizado.
Dra. Aline Lobo
Cefaléias