Enxaqueca

A enxaqueca é uma doença neurológica caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça, frequentemente acompanhadas por náuseas, sensibilidade à luz, aos sons e, em alguns casos, alterações visuais. O diagnóstico correto é fundamental para um tratamento eficaz e para melhorar a qualidade de vida.

O que é enxaqueca?

A enxaqueca é uma doença neurológica crônica que se manifesta por episódios recorrentes de dor de cabeça. As crises podem variar em intensidade, duração e frequência, interferindo nas atividades profissionais, sociais e familiares.

Embora muitas pessoas convivam com a doença por anos, atualmente existem diferentes estratégias terapêuticas capazes de reduzir a frequência das crises e melhorar significativamente a qualidade de vida.

Quais são os sintomas?

Os sintomas podem variar entre os pacientes, mas os mais comuns incluem:

  • Dor pulsátil, geralmente de intensidade moderada a intensa.
  • Dor em um ou ambos os lados da cabeça.
  • Náuseas e vômitos.
  • Sensibilidade à luz (fotofobia).
  • Sensibilidade aos sons (fonofobia).
  • Sensibilidade aos odores.
  • Piora com atividades físicas rotineiras.

Alguns pacientes apresentam aura, caracterizada por alterações visuais, sensitivas ou da fala que antecedem a dor.

O que pode desencadear uma crise?

Os gatilhos variam de pessoa para pessoa e podem incluir:

  • Privação ou excesso de sono.
  • Estresse.
  • Jejum prolongado.
  • Alterações hormonais.
  • Consumo de bebidas alcoólicas.
  • Alguns alimentos, em pacientes predispostos.
  • Mudanças bruscas na rotina.

Identificar os fatores desencadeantes pode fazer parte do tratamento.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico e baseia-se na história do paciente e nas características das crises.

Na maioria dos casos, exames de imagem não são necessários, sendo indicados apenas quando existem sinais de alerta ou dúvidas diagnósticas.

Diferenciar a enxaqueca de outros tipos de cefaleia é essencial para definir o tratamento mais adequado.

Como é o tratamento?

O tratamento é individualizado e depende da frequência, intensidade das crises e impacto na qualidade de vida.

Pode incluir:

  • Educação sobre a doença.
  • Identificação e controle dos fatores desencadeantes.
  • Medicamentos para tratamento das crises.
  • Medicamentos preventivos.
  • Mudanças no estilo de vida.
  • Procedimentos intervencionistas em pacientes selecionados.

Procedimentos que podem ser indicados

Dependendo da avaliação médica, podem ser considerados:

  • Toxina botulínica para enxaqueca crônica.
  • Bloqueios de nervos periféricos.
  • Bloqueio do nervo occipital maior.
  • Outros procedimentos intervencionistas quando indicados.

Quando procurar um especialista?

Procure avaliação especializada quando:

  • As crises tornam-se frequentes.
  • Os analgésicos deixam de controlar a dor.
  • Há necessidade frequente de medicamentos.
  • A dor interfere no trabalho, estudo ou lazer.
  • Existe suspeita de enxaqueca crônica.
Perguntas frequentes

Enxaqueca tem cura?

A enxaqueca é uma doença crônica, mas pode ser controlada. O tratamento adequado pode reduzir significativamente a frequência e a intensidade das crises.

Toda dor de cabeça forte é enxaqueca?

Não. Existem diversos tipos de cefaleia. O diagnóstico depende da avaliação médica.

Quando a toxina botulínica pode ser indicada?

Ela pode ser uma opção para pacientes com enxaqueca crônica, conforme critérios clínicos e após avaliação especializada.

O uso frequente de analgésicos pode piorar a enxaqueca?

Sim. O uso excessivo de medicamentos para dor pode contribuir para a cefaleia por uso excessivo de medicação, um quadro que exige abordagem específica.



A dor é sempre única. Assim como não existem dois pacientes iguais, não existe um único tratamento para todos. Cada caso merece uma avaliação cuidadosa, um diagnóstico preciso e um plano terapêutico individualizado.

Dra. Aline Lobo