
A síndrome dolorosa miofascial é uma das causas mais frequentes de dor musculoesquelética crônica. Caracteriza-se pela presença de pontos-gatilho musculares que podem provocar dor local, dor irradiada e limitação dos movimentos. O diagnóstico é essencialmente clínico e o tratamento deve ser individualizado.

A síndrome dolorosa miofascial é uma condição caracterizada pela presença de pontos-gatilho (trigger points), pequenas áreas de hiperirritabilidade localizadas dentro do músculo ou da fáscia.
Esses pontos podem provocar dor espontânea ou irradiada para outras regiões do corpo, além de reduzir a mobilidade e comprometer a função muscular.
É uma das causas mais frequentes de dor crônica e pode ocorrer isoladamente ou estar associada a outras doenças dolorosas.
Os sintomas podem incluir:
Cada músculo apresenta um padrão característico de dor irradiada.
A síndrome dolorosa miofascial pode acometer praticamente qualquer músculo do corpo, sendo mais frequente em:
O diagnóstico é clínico.
Ele é realizado por meio da história do paciente e do exame físico, identificando os pontos-gatilho e o padrão de dor irradiada.
Exames de imagem geralmente são utilizados para excluir outras causas de dor, mas não identificam os pontos-gatilho.
O tratamento depende da intensidade dos sintomas, da duração da dor e dos fatores que contribuíram para o desenvolvimento da síndrome.
Pode incluir:
O objetivo é reduzir a dor, restaurar a função muscular e diminuir a recorrência dos sintomas.
Dependendo da avaliação médica, podem ser considerados:
Uma avaliação especializada é recomendada quando:
Não. Embora possam coexistir, são condições diferentes. A síndrome miofascial costuma envolver músculos específicos e pontos-gatilho bem definidos, enquanto a fibromialgia é uma síndrome de sensibilização central com dor difusa.
Não. O diagnóstico é feito principalmente por meio da avaliação clínica e do exame físico.
Sim. Estresse, sobrecarga muscular, alterações do sono e posturas mantidas por longos períodos podem contribuir para o surgimento ou agravamento da dor.
Sim. Na maioria dos pacientes, uma abordagem individualizada permite controlar os sintomas e melhorar a função muscular.


A dor é sempre única. Assim como não existem dois pacientes iguais, não existe um único tratamento para todos. Cada caso merece uma avaliação cuidadosa, um diagnóstico preciso e um plano terapêutico individualizado.
Dra. Aline Lobo
Síndrome Dolorosa Miofascial