Dor Pélvica Crônica

A dor pélvica crônica pode comprometer atividades simples do dia a dia e afetar significativamente a qualidade de vida. Identificar a origem da dor é essencial para definir um tratamento individualizado e eficaz.

O que é dor pélvica crônica?

A dor pélvica crônica é aquela que persiste por mais de três meses na região inferior do abdome, pelve, períneo ou genitais.

Ela pode acometer homens e mulheres e, frequentemente, resulta da interação de diferentes estruturas, como músculos, nervos, articulações e órgãos pélvicos.

Em muitos pacientes, mais de um fator contribui para a dor.

Quais são as principais causas?

A dor pélvica pode ter diversas origens, entre elas:

  • Neuralgia do nervo pudendo.
  • Dor miofascial do assoalho pélvico.
  • Endometriose.
  • Síndrome da dor pélvica crônica.
  • Dor após cirurgias.
  • Dor pós-hernioplastia inguinal.
  • Neuralgias periféricas.
  • Disfunção da articulação sacroilíaca.
  • Dor coccígea (coccidinia).

O tratamento depende da identificação da estrutura responsável pelos sintomas.

Quais são os sintomas?

Os sintomas variam conforme a causa, podendo incluir:

  • Dor na região pélvica.
  • Dor no períneo.
  • Dor ao permanecer sentado.
  • Dor durante ou após relações sexuais.
  • Dor para urinar ou evacuar, em alguns casos.
  • Sensação de queimação ou choque.
  • Dor irradiada para nádegas, virilha ou face interna das coxas.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é baseado em uma avaliação clínica detalhada, considerando a história dos sintomas, o exame físico e, quando necessário, exames complementares.

Dependendo do caso, podem ser solicitados exames laboratoriais, ultrassonografia, ressonância magnética ou outros métodos de imagem.

Em alguns pacientes, bloqueios diagnósticos auxiliam na identificação da origem da dor.

Como é o tratamento?

O tratamento é individualizado e pode envolver diferentes estratégias, como:

  • Medicamentos.
  • Fisioterapia especializada do assoalho pélvico.
  • Reabilitação funcional.
  • Bloqueios diagnósticos e terapêuticos.
  • Procedimentos intervencionistas.
  • Tratamento da doença de base quando identificada.

O objetivo é aliviar a dor, recuperar a funcionalidade e melhorar a qualidade de vida.

Procedimentos que podem ser indicados

Dependendo da avaliação médica, podem ser considerados:

  • Bloqueio do nervo pudendo.
  • Bloqueio do gânglio ímpar.
  • Bloqueios de nervos periféricos.
  • Radiofrequência em indicações específicas.
  • Outros procedimentos minimamente invasivos.

Quando procurar um especialista?

Uma avaliação especializada é recomendada quando:

  • A dor persiste por mais de três meses.
  • Há impacto importante na qualidade de vida.
  • Os tratamentos anteriores não proporcionaram melhora satisfatória.
  • Existe suspeita de dor neuropática ou miofascial.
  • Não foi possível identificar claramente a origem da dor.
Perguntas frequentes

Toda dor pélvica tem origem ginecológica?

Não. A dor pélvica pode ter origem muscular, nervosa, articular, urológica, gastrointestinal ou ginecológica.

Homens também podem apresentar dor pélvica?

Sim. A dor pélvica crônica pode acometer homens e mulheres.

Os exames podem estar normais?

Sim. Em algumas condições, especialmente nas dores neuropáticas e miofasciais, os exames de imagem podem não demonstrar alterações significativas.

Existe tratamento?

Sim. Mesmo quando a dor persiste há muito tempo, existem diferentes abordagens capazes de reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida.


A dor é sempre única. Assim como não existem dois pacientes iguais, não existe um único tratamento para todos. Cada caso merece uma avaliação cuidadosa, um diagnóstico preciso e um plano terapêutico individualizado.

Dra. Aline Lobo