
A dor abdominal crônica pode persistir por meses e comprometer significativamente a qualidade de vida. Após uma investigação adequada para identificar sua causa, alguns pacientes continuam apresentando dor e podem se beneficiar de uma abordagem especializada em Medicina da Dor.

"A Medicina da Dor atua em complemento ao tratamento da doença de base, quando a dor persiste apesar da investigação e do tratamento realizados."
A dor abdominal crônica é aquela que persiste por mais de três meses, de forma contínua ou recorrente.
Ela pode estar relacionada a diferentes doenças do aparelho digestivo, urinário, ginecológico, musculoesquelético ou do sistema nervoso.
Em alguns pacientes, mesmo após o tratamento da doença de base ou uma investigação completa, a dor permanece. Nesses casos, o acompanhamento por um especialista em Medicina da Dor pode ser indicado para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
A dor abdominal crônica pode estar relacionada a diversas condições, como:
Em muitos pacientes, mais de um mecanismo contribui para a dor.
Além das doenças do aparelho digestivo, a dor pode ter origem nos músculos da parede abdominal, nos nervos periféricos, nas cicatrizes cirúrgicas ou em alterações do próprio sistema nervoso.
Identificar o mecanismo predominante da dor é fundamental para definir o tratamento mais adequado.
Os sintomas variam conforme a causa da dor e podem incluir:
O primeiro passo é garantir que a causa da dor tenha sido adequadamente investigada.
Após essa avaliação, o especialista em Medicina da Dor procura identificar os mecanismos responsáveis pela persistência dos sintomas, diferenciando dores viscerais, neuropáticas, musculares e da parede abdominal.
Em alguns casos, exames complementares e bloqueios diagnósticos podem auxiliar na avaliação.
O tratamento depende da causa da dor e dos mecanismos envolvidos.
Pode incluir:
O objetivo é aliviar a dor, melhorar a funcionalidade e proporcionar mais qualidade de vida.
Dependendo da avaliação clínica, podem ser considerados:
Uma avaliação especializada pode ser indicada quando:
Não. A dor pode ter origem em órgãos internos, músculos, nervos, cicatrizes cirúrgicas ou em diferentes estruturas da parede abdominal.
Sim. Algumas dores neuropáticas, miofasciais ou relacionadas à sensibilização do sistema nervoso podem ocorrer mesmo sem alterações significativas nos exames.
Não. O tratamento da dor complementa o acompanhamento da doença de base e deve ser integrado às demais especialidades envolvidas.
Sim. Mesmo em casos crônicos, diferentes estratégias podem reduzir a intensidade da dor e melhorar a qualidade de vida.


A dor é sempre única. Assim como não existem dois pacientes iguais, não existe um único tratamento para todos. Cada caso merece uma avaliação cuidadosa, um diagnóstico preciso e um plano terapêutico individualizado.
Dra. Aline Lobo
Dor Abdominal Crônica