
Embora a maioria das pessoas se recupere bem após uma cirurgia, algumas podem desenvolver dor persistente que permanece por meses após a cicatrização. O diagnóstico correto é fundamental para identificar a causa da dor e definir o tratamento mais adequado.

A dor pós-cirúrgica crônica é aquela que persiste por mais de três meses após uma cirurgia, quando já era esperado que o processo normal de cicatrização estivesse concluído.
Ela pode ocorrer mesmo quando a cirurgia foi tecnicamente bem-sucedida e não significa, necessariamente, que houve erro no procedimento.
Em muitos casos, a dor está relacionada a alterações nos nervos, nos tecidos cicatriciais ou no próprio sistema nervoso, podendo assumir características neuropáticas ou musculoesqueléticas.
A dor pós-cirúrgica pode surgir após diferentes procedimentos, como:
Embora seja mais comum em algumas cirurgias, pode ocorrer após qualquer procedimento.
Os sintomas variam conforme a causa da dor e a região operada, podendo incluir:
Em alguns pacientes, a dor apresenta características de dor neuropática, enquanto em outros predomina um componente muscular, articular ou cicatricial.
O diagnóstico é baseado na história clínica, no exame físico e na análise da cirurgia realizada.
Quando necessário, exames de imagem e outros testes podem auxiliar na investigação, mas o objetivo principal é identificar qual estrutura está gerando a dor, como nervos, músculos, articulações ou tecidos cicatriciais.
O tratamento depende da causa da dor e das estruturas envolvidas.
Pode incluir:
O objetivo é aliviar a dor, recuperar a função e melhorar a qualidade de vida.
Dependendo da avaliação médica, podem ser considerados:
Uma avaliação especializada é recomendada quando:
Algum desconforto pode persistir durante a recuperação, mas uma dor intensa ou incapacitante após três meses merece investigação.
Não. A cirurgia pode ter alcançado seu objetivo e, ainda assim, ocorrer dor crônica relacionada à cicatrização, aos nervos ou à resposta do sistema nervoso.
Sim. Em alguns pacientes, nervos podem ser lesionados, comprimidos ou sensibilizados durante o processo cirúrgico, causando dor neuropática.
Sim. Existem diferentes abordagens para controlar a dor pós-cirúrgica crônica, e o tratamento deve ser individualizado conforme a causa e as características dos sintomas.


A dor é sempre única. Assim como não existem dois pacientes iguais, não existe um único tratamento para todos. Cada caso merece uma avaliação cuidadosa, um diagnóstico preciso e um plano terapêutico individualizado.
Dra. Aline Lobo
Pós Operatória Crônica