
A Síndrome Dolorosa Complexa Regional é uma condição de dor crônica caracterizada por dor intensa e persistente, frequentemente acompanhada por alterações de sensibilidade, temperatura, coloração da pele e limitação dos movimentos. O diagnóstico precoce e o tratamento multidisciplinar são fundamentais para melhorar a recuperação funcional e a qualidade de vida.

"A SDCR é uma condição complexa, mas o diagnóstico precoce e um tratamento individualizado podem fazer diferença na recuperação da função e no controle da dor."
A Síndrome Dolorosa Complexa Regional (SDCR), também conhecida internacionalmente como Complex Regional Pain Syndrome (CRPS), é uma condição de dor crônica causada por uma resposta anormal do sistema nervoso.
Na maioria dos pacientes, ela surge após um trauma, fratura, cirurgia ou período de imobilização. Entretanto, em alguns casos não é possível identificar um fator desencadeante claro, especialmente na SDCR tipo I.
A principal característica da doença é uma dor intensa e persistente, frequentemente desproporcional ao evento inicial, associada a alterações na circulação, na sensibilidade, na pele e na movimentação do membro acometido.
Os sintomas podem variar entre os pacientes e incluem:
Com a evolução da doença, também podem ocorrer alterações nas unhas, nos pelos e na musculatura.
A SDCR pode ocorrer após:
Em alguns pacientes, nenhum fator desencadeante evidente é identificado.
O diagnóstico é clínico e baseia-se na história do paciente, no exame físico e na aplicação dos Critérios de Budapeste, atualmente considerados o padrão internacional para o diagnóstico da SDCR.
Exames complementares podem ser utilizados para excluir outras doenças ou auxiliar na investigação, mas não existe um exame específico capaz de confirmar isoladamente o diagnóstico.
O tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível e envolve uma abordagem multidisciplinar.
Pode incluir:
O objetivo é controlar a dor, preservar a função do membro acometido e favorecer o retorno às atividades do dia a dia.
Dependendo da avaliação médica, podem ser considerados:
Uma avaliação especializada é recomendada quando:
Sim. Embora seja considerada uma condição relativamente incomum, seu reconhecimento precoce é essencial para melhorar os resultados do tratamento.
Não. Embora isso seja o mais comum, alguns pacientes desenvolvem SDCR sem que seja possível identificar um fator desencadeante evidente.
Sim. Atualmente existem diferentes estratégias terapêuticas capazes de controlar a dor, melhorar a função do membro e favorecer a recuperação.
Sim. O tratamento precoce está associado a melhores chances de recuperação funcional e controle dos sintomas.


A dor é sempre única. Assim como não existem dois pacientes iguais, não existe um único tratamento para todos. Cada caso merece uma avaliação cuidadosa, um diagnóstico preciso e um plano terapêutico individualizado.
Dra. Aline Lobo
Síndrome Dolorosa Complexa Regional (CPRS)