
(Dor Lombar)
A dor lombar é uma das principais causas de incapacidade no mundo e pode ter diferentes origens. Identificar a estrutura responsável pela dor é fundamental para indicar o tratamento mais adequado e evitar intervenções desnecessárias.

A lombalgia é o termo médico utilizado para descrever a dor localizada na região inferior da coluna, popularmente conhecida como "dor na lombar".
Ela pode surgir de forma aguda ou persistir por meses, tornando-se crônica. Embora seja muito comum, a dor lombar não é uma doença única, mas um sintoma que pode ter diversas causas.
O tratamento depende da identificação da origem da dor.
A dor lombar pode estar relacionada a diferentes estruturas da coluna, como:
Em muitos pacientes, mais de uma estrutura pode contribuir para a dor ao mesmo tempo.
Os sintomas variam conforme a causa e podem incluir:
Quando a dor se estende pela perna devido ao comprometimento de uma raiz nervosa, caracteriza-se a ciatalgia, uma condição diferente da lombalgia isolada.
O diagnóstico começa por uma avaliação clínica detalhada, incluindo história, exame físico e análise das características da dor.
Exames como radiografia, tomografia ou ressonância magnética podem ser solicitados quando indicados, mas devem sempre ser interpretados em conjunto com os sintomas e o exame físico.
Nem toda alteração encontrada nos exames é responsável pela dor.
O tratamento depende da causa da dor e dos objetivos de cada paciente.
Pode incluir:
O objetivo é controlar a dor, recuperar a função e permitir o retorno às atividades com segurança.
Dependendo da avaliação clínica, podem ser considerados:
Uma avaliação especializada é recomendada quando:
Não. A hérnia de disco é apenas uma das possíveis causas. Articulações facetárias, músculos, ligamentos, articulação sacroilíaca e outras estruturas também podem ser responsáveis pela dor.
Nem sempre. Muitos casos podem ser diagnosticados clinicamente. A necessidade de exames depende da avaliação médica.
O repouso absoluto raramente é recomendado. Na maioria dos casos, manter atividades leves e retornar gradualmente ao movimento favorece a recuperação.
Quando orientados corretamente, os exercícios costumam fazer parte do tratamento e ajudam a reduzir novos episódios de dor.


A dor é sempre única. Assim como não existem dois pacientes iguais, não existe um único tratamento para todos. Cada caso merece uma avaliação cuidadosa, um diagnóstico preciso e um plano terapêutico individualizado.
Dra. Aline Lobo
Lombalgia