Lombalgia

(Dor Lombar)

A dor lombar é uma das principais causas de incapacidade no mundo e pode ter diferentes origens. Identificar a estrutura responsável pela dor é fundamental para indicar o tratamento mais adequado e evitar intervenções desnecessárias.

O que é lombalgia?

A lombalgia é o termo médico utilizado para descrever a dor localizada na região inferior da coluna, popularmente conhecida como "dor na lombar".

Ela pode surgir de forma aguda ou persistir por meses, tornando-se crônica. Embora seja muito comum, a dor lombar não é uma doença única, mas um sintoma que pode ter diversas causas.

O tratamento depende da identificação da origem da dor.

Quais são as principais causas?

A dor lombar pode estar relacionada a diferentes estruturas da coluna, como:

  • Articulações facetárias.
  • Discos intervertebrais.
  • Músculos e fáscias.
  • Ligamentos.
  • Articulação sacroilíaca.
  • Compressões nervosas.
  • Fraturas ou outras doenças da coluna, em situações menos frequentes.

Em muitos pacientes, mais de uma estrutura pode contribuir para a dor ao mesmo tempo.

Quais são os sintomas?

Os sintomas variam conforme a causa e podem incluir:

  • Dor localizada na região lombar.
  • Rigidez ao levantar-se pela manhã.
  • Dor ao permanecer muito tempo sentado ou em pé.
  • Limitação para caminhar, abaixar ou girar o tronco.
  • Espasmos musculares.
  • Irradiação para nádegas ou membros inferiores, em alguns casos.

Quando a dor se estende pela perna devido ao comprometimento de uma raiz nervosa, caracteriza-se a ciatalgia, uma condição diferente da lombalgia isolada.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico começa por uma avaliação clínica detalhada, incluindo história, exame físico e análise das características da dor.

Exames como radiografia, tomografia ou ressonância magnética podem ser solicitados quando indicados, mas devem sempre ser interpretados em conjunto com os sintomas e o exame físico.

Nem toda alteração encontrada nos exames é responsável pela dor.

Como é o tratamento?

O tratamento depende da causa da dor e dos objetivos de cada paciente.

Pode incluir:

  • Educação sobre a condição.
  • Exercícios específicos.
  • Fisioterapia.
  • Medicamentos para controle da dor.
  • Correção de fatores biomecânicos.
  • Procedimentos intervencionistas.
  • Cirurgia, apenas em situações específicas.

O objetivo é controlar a dor, recuperar a função e permitir o retorno às atividades com segurança.

Procedimentos que podem ser indicados

Dependendo da avaliação clínica, podem ser considerados:

  • Bloqueios facetários.
  • Bloqueios da articulação sacroilíaca.
  • Infiltrações epidurais.
  • Bloqueios diagnósticos.
  • Radiofrequência.
  • Outros procedimentos minimamente invasivos.

Quando procurar um especialista?

Uma avaliação especializada é recomendada quando:

  • Uma avaliação especializada é recomendada quando:
  • A dor persiste por mais de quatro a seis semanas.
  • Os sintomas limitam as atividades diárias.
  • Há recorrência frequente das crises.
  • Existe irradiação para a perna, dormência ou fraqueza.
  • Os tratamentos iniciais não proporcionaram melhora satisfatória.
Perguntas frequentes

Toda dor lombar é causada por hérnia de disco?

Não. A hérnia de disco é apenas uma das possíveis causas. Articulações facetárias, músculos, ligamentos, articulação sacroilíaca e outras estruturas também podem ser responsáveis pela dor.

Preciso fazer ressonância magnética?

Nem sempre. Muitos casos podem ser diagnosticados clinicamente. A necessidade de exames depende da avaliação médica.

Repouso ajuda?

O repouso absoluto raramente é recomendado. Na maioria dos casos, manter atividades leves e retornar gradualmente ao movimento favorece a recuperação.

Exercícios podem piorar a dor?

Quando orientados corretamente, os exercícios costumam fazer parte do tratamento e ajudam a reduzir novos episódios de dor.


A dor é sempre única. Assim como não existem dois pacientes iguais, não existe um único tratamento para todos. Cada caso merece uma avaliação cuidadosa, um diagnóstico preciso e um plano terapêutico individualizado.

Dra. Aline Lobo