
A epicondilite é uma das causas mais frequentes de dor na face lateral do cotovelo. Apesar do nome "cotovelo de tenista" ("tennis elbow"), pode acometer qualquer pessoa que realize movimentos repetitivos com o punho e o antebraço. O diagnóstico correto é essencial para definir o tratamento mais adequado.

A epicondilite lateral é uma tendinopatia que acomete os tendões responsáveis pela extensão do punho e dos dedos, principalmente o tendão do músculo extensor radial curto do carpo.
Apesar do termo "epicondilite" sugerir inflamação, atualmente sabemos que, na maioria dos casos crônicos, predominam alterações degenerativas do tendão, e não um processo inflamatório isolado.
Os sintomas mais frequentes incluem:
A condição pode ocorrer em qualquer pessoa, sendo mais comum em:
O diagnóstico é baseado na história clínica e no exame físico.
A ultrassonografia e a ressonância magnética podem ser úteis em situações específicas para confirmar alterações tendíneas e excluir outras causas de dor no cotovelo.
Nem toda dor no cotovelo corresponde à epicondilite. Outras condições, como compressões nervosas, artrose e lesões ligamentares, também podem causar sintomas semelhantes.
O tratamento é individualizado e depende da intensidade dos sintomas, do tempo de evolução e do impacto funcional.
Pode incluir:
Dependendo da avaliação clínica, podem ser considerados:
Procure avaliação especializada quando:
Não. Diversas condições podem causar dor na região do cotovelo. O diagnóstico depende da avaliação clínica.
Na maioria dos casos, não. Grande parte dos pacientes melhora com tratamento conservador e, quando indicado, procedimentos minimamente invasivos.
Depende da intensidade da dor e da fase da doença. Em muitos casos, é possível manter atividade física com adaptações temporárias e tratamento adequado.
A infiltração pode aliviar os sintomas em pacientes selecionados, mas faz parte de um plano terapêutico mais amplo, que frequentemente inclui reabilitação e correção dos fatores que contribuíram para a lesão.


A dor é sempre única. Assim como não existem dois pacientes iguais, não existe um único tratamento para todos. Cada caso merece uma avaliação cuidadosa, um diagnóstico preciso e um plano terapêutico individualizado.
Dra. Aline Lobo
Epicondilite