
(LESÕES NOS TENDÕES)
As tendinopatias são uma das principais causas de dor musculoesquelética. Podem acometer diferentes regiões do corpo e provocar dor durante os movimentos, perda de força e limitação funcional. O tratamento depende da identificação do tendão acometido e da causa da lesão.

"A SDCR é uma condição complexa, mas o diagnóstico precoce e um tratamento individualizado podem fazer diferença na recuperação da função e no controle da dor."
Os tendões são estruturas responsáveis por conectar os músculos aos ossos e transmitir a força necessária para os movimentos.
As tendinopatias correspondem a alterações desses tendões, geralmente relacionadas ao excesso de carga, envelhecimento, microlesões repetitivas ou alterações biomecânicas.
Apesar de serem popularmente chamadas de "tendinites", a maioria dos casos crônicos não apresenta um processo inflamatório predominante, mas sim alterações degenerativas do tendão.
As tendinopatias podem ocorrer em diferentes regiões do corpo, principalmente:
Cada tendão possui características próprias e exige uma abordagem individualizada.
Os sintomas mais frequentes incluem:
Em alguns pacientes, a dor melhora durante a atividade e retorna após o esforço.
O diagnóstico é baseado na história clínica e no exame físico.
Ultrassonografia e ressonância magnética podem auxiliar na avaliação dos tendões, mas os achados devem sempre ser correlacionados aos sintomas do paciente.
Nem toda alteração observada nos exames é responsável pela dor.
O tratamento depende do tendão acometido, da duração dos sintomas e do grau de limitação funcional.
Pode incluir:
O objetivo é aliviar a dor, favorecer a recuperação do tendão e permitir o retorno seguro às atividades.
Dependendo da avaliação clínica, podem ser considerados:
Uma avaliação especializada é recomendada quando:
Não exatamente. Embora o termo "tendinite" seja amplamente utilizado, muitas dores crônicas dos tendões estão relacionadas a alterações degenerativas, motivo pelo qual o termo tendinopatia é atualmente o mais adequado.
Na maioria dos casos, sim. O tratamento geralmente envolve ajuste da carga e reabilitação progressiva, e não repouso absoluto.
Não. A maioria dos pacientes melhora com exercícios específicos e fisioterapia. Os procedimentos são indicados apenas em situações selecionadas.
Sim. Se os fatores que levaram à sobrecarga persistirem, novos episódios podem ocorrer. O tratamento também busca reduzir o risco de recorrência.


A dor é sempre única. Assim como não existem dois pacientes iguais, não existe um único tratamento para todos. Cada caso merece uma avaliação cuidadosa, um diagnóstico preciso e um plano terapêutico individualizado.
Dra. Aline Lobo
Tendinopatias