
A dor no joelho pode surgir em qualquer idade e ter diferentes causas, desde lesões esportivas até doenças degenerativas. Identificar a estrutura responsável pela dor é fundamental para indicar o tratamento mais adequado e recuperar a mobilidade.

"O joelho é uma das articulações mais exigidas do corpo. Quando a dor começa a limitar seus movimentos ou impedir atividades simples do dia a dia, é hora de entender sua verdadeira causa."
A dor no joelho é uma das queixas musculoesqueléticas mais frequentes e pode afetar pessoas de todas as idades.
Ela pode surgir de forma súbita, após um trauma, ou se desenvolver gradualmente ao longo do tempo, em consequência de sobrecarga, desgaste das articulações ou alterações dos músculos, tendões, meniscos e ligamentos.
Embora muitas pessoas associem a dor no joelho apenas à artrose, existem diversas outras condições capazes de provocar sintomas semelhantes. Por isso, identificar a estrutura responsável pela dor é o primeiro passo para indicar o tratamento mais adequado.
A dor no joelho pode ter diferentes origens, entre elas:
A artrose (gonartrose) é uma das causas mais frequentes de dor no joelho, especialmente após os 50 anos.
Ela ocorre pelo desgaste progressivo da cartilagem da articulação e pode provocar dor, rigidez, inchaço e dificuldade para caminhar, subir escadas ou levantar-se da cadeira.
Entretanto, nem toda dor no joelho é causada pela artrose, e muitas pessoas apresentam desgaste nos exames de imagem sem sentir qualquer dor.
Alterações dos tendões podem causar dor durante caminhadas, corridas, saltos ou ao subir escadas.
A inflamação das bursas ao redor do joelho pode provocar dor localizada e desconforto durante os movimentos.
Os meniscos ajudam na estabilidade e absorção de impacto do joelho. Lesões podem provocar dor, estalos e sensação de travamento.
Os sintomas variam conforme a causa da dor e podem incluir:
O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada.
Durante a consulta, são analisados o local da dor, os movimentos que desencadeiam os sintomas, a presença de inchaço, limitação funcional e instabilidade.
Quando necessário, exames como radiografias, ultrassonografia e ressonância magnética podem complementar a investigação.
Entretanto, alterações encontradas nos exames nem sempre são a verdadeira causa da dor. O diagnóstico deve sempre correlacionar os achados de imagem com a história clínica e o exame físico.
O tratamento depende da causa da dor, da intensidade dos sintomas e dos objetivos de cada paciente.
Pode incluir:
O objetivo é aliviar a dor, recuperar a função do joelho e permitir que o paciente retome suas atividades com segurança.
Dependendo da avaliação médica, podem ser considerados:
Não.
Grande parte das causas de dor no joelho pode ser tratada com medidas conservadoras ou procedimentos minimamente invasivos.
A necessidade de cirurgia depende do diagnóstico, da limitação funcional e da resposta aos tratamentos já realizados.
O objetivo da avaliação é indicar o tratamento mais adequado para cada paciente, evitando tanto cirurgias desnecessárias quanto atrasos quando elas realmente são indicadas.
Uma avaliação especializada é recomendada quando:
Não. Tendões, meniscos, ligamentos, bursas e outras estruturas também podem causar dor.
Nem sempre. Muitas alterações fazem parte do envelhecimento normal e precisam ser interpretadas em conjunto com os sintomas.
Na maioria dos casos, não. Quando orientado corretamente, o exercício faz parte do tratamento e contribui para melhorar a dor e a função do joelho.
Em algumas condições, as infiltrações guiadas por imagem podem fazer parte do tratamento para aliviar a dor e facilitar a reabilitação. A indicação depende da avaliação médica.


A dor é sempre única. Assim como não existem dois pacientes iguais, não existe um único tratamento para todos. Cada caso merece uma avaliação cuidadosa, um diagnóstico preciso e um plano terapêutico individualizado.
Dra. Aline Lobo
Dor no joelho